Relacionamentos e Separações – Quando o término é o contínuo

As Relações Multidimensionais permeiam toda a vida humana. Nossa presente história – maio de 2017 – nos demonstra claramente as relações que temos com nós mesmos e consequentemente, com o mundo, e o Cosmos; não somente em nosso âmbito social e político, mas prioritariamente conosco e com aqueles em nosso redor, de dentro para fora.

Nos manifestamos conforme nosso padrão de pensamentos e sentimentos. Quanto mais cientes deste padrão que produzimos, mais o reciclamos e nos libertamos, ajudando a esclarecer tantos outros quanto aos relacionamentos auto e heterodestrutivos.

Amar a si próprio, no mais claro significado da vida, penso ser nosso real objetivo – simples e complexo ao mesmo tempo – e ainda muito pouco compreendido. Como respeitar os outros, se não nos respeitamos? É o exercício diário da reeducação emocional e do exercício do autodiscernimento neste “aparente” mundo conturbado. Está lançado o desafio.

Estas reflexões aqui registradas – expostas para o blog da inspiradora Maria Madalena, autodescobridora de suas verdades relativas de ponta – de que tudo passa e o que fica, são os aprendizados proporcionados pelas experiências que nos lapidam e trazem maior autolucidez.

Assim, bola pra frente. De todas estas experiências, a paz consigo mesmo(a) é o maior presente que podemos ter nestes tempos conturbados. Loc In…

—x—

Todos temos aquele “sonho” do relacionamento perfeito, que a sociedade dita como “certa”, traduzida pela força da mesologia religiosa. Daí que, o que acontece? Vivemos nossos relacionamos como realmente somos ou atuando em papéis teatrais quais introduzidos no palco a que chamamos de vida real?

Inúmeros relacionamentos, senão a maioria que observo, penso ser papéis. Até eu mesmo faço o meu papel, mas, tenho por esforço pessoal, me observar e observar em meu entorno… faço parte do palco da vida, mas não compactuo com tudo o que a mesologia dita. E isso não é rebeldia, é lucidez de minha parte, no qual atuo com meus acertos e também meus erros. E que são acertos e erros, senão facetas de meus próprios traços de maturidade e de imaturidade?

Há uma realidade que não se pode negar, de casais que se entrosam muito, não que passem por problemas e crises porque isso faz parte da evolução das pessoas e do relacionamento, mas o quanto há de intercompreensão, de cessão mútua ora daqui, ora dali; e principalmente, a vontade honesta da construção de um duplismo lúcido que não ocorre de uma hora para outra, mas que pode durar anos, ou décadas dependendo do nível de entrosamento do casal, ou… chegar ao final com a separação, de preferência, amigável.

Devido a este comportamento de papéis que vivemos na sociedade, penso ser de suma importância o despertamento para nossa desrepressão pessoal e a autoaceitação de nossas qualidades e também de nossas dificuldades pessoais, e daquilo que principalmente são nossos valores mais caros, que nos transparece quem somos e que temos de bom, e também a coragem de mudar em nós o que nos atrapalha em nosso convívio, com nós mesmos e com o(a) parceiro(a).

Pela autorreflexão, estamos em dia com nossa melhor autoestima e autoconfiança? Somos conflitivos com nós mesmos, fazendo com que vivamos em graus de conflito com aqueles que estão em nosso entorno? O quanto precisamos da (re)construção da autoestima e da autoconfiança? E algo muito mais sério… a coerência com meus próprios valores pessoais, os quais, a autolucidez, a autorreflexão e demais observações pessoais que me fazem ter a clareza de meu próprio modus operandi e a desrepressão pessoal em ser quem sou enquanto gente que tem um papel neste palco intrafísico* da vida; então, porque não ter um papel mais lúcido?  Porque não desempenhá-lo do jeito mais lúcido possível? Isso penso impactar na vida do casal, pois estamos (retro)alimentando mais o quê? as sanidades ou as insanidades no relacionamento? O comodismo e negocinhos no relacionamento corroem nossa autoestima.

Existe o exemplo dado por outras pessoas, da vontade de quererem ser melhores, parar de sofrer e serem felizes consigo mesmas, pois não damos o que não temos. Por isso, não existe egoísmo na atitude de nos amarmos, nos gostarmos, nos respeitarmos, termos nosso próprio espaço mental o mais claro possível. Assim podemos ajudar mais nosso(a) parceiro(a).

No relacionamento, a percepção e posicionamento, não somente pelos direitos, mas  também pelos deveres pessoais, certamente ajudou-me na assunção da responsabilidade pessoal de minha própria evolução  e o aprendizado em lidar com a parceira, no sentido da necessidade agora, de viver a interdependência sadia, o caminhar junto na interassistencialidade pautada no esclarecimento, transparência e desrepressão dos sentimentos. Isso exige coragem e despojamento, dentro dos limites do respeito alheio.

Hoje, com mais lucidez, trago isso também para minha realidade, pois reconheço o quanto do carinho e respeito pela ex-parceira, pois me percebi portador da estima e gratidão que tenho por ela, pois vislumbrei em mim mesmo estes sentimentos que me libertam mais de meu próprio egoísmo e imaturidade. Enfim, em relação ao relacionamento, fazer o meu melhor em relação a nós. Isso mostrou que, continuar com o relacionamento para mostrar aos outros que está tudo bem, passando por cima das percepções do que já havia ficado claro que estávamos em caminhos diferentes, poderia por a perder isso.

E o que fica, foi a atitude de predisposição ao diálogo franco e sincero no relacionamento, sem medos, pois vejo isso ser vacina contra as interprisões que não cessam de ser construídas nos “casamentos”.

Leandro Guiraldeli

 

Fonte: https://interdependamos.blogspot.com.br/2017/04/relacionamentos-e-separacoes-quando-o.html#links
Imagem: www.pexels.com

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